
O técnico Argel, da Portuguesa, fez de tudo para não se envolver na polêmica judicial que obrigou seu time a sair de campo aos 15 minutos do jogo da primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, nesta sexta-feira, contra o Joinville, em Santa Catarina.
"Eu sou funcionário do clube, é uma decisão do presidente, do departamento de futebol, e eu, como funcionário, tenho que acatar. Sou funcionário, me resguardo a qualquer outra coisa. Recebemos essa ordem do departamento de futebol, por isso que saímos da partida", declarou o treinador.
Argel comandava os atletas da beirada do campo quando o delegado da partida, Laudir Zermiani, comunicou a ele com documentos do Tribunal de Justiça de São Paulo em mãos que o jogo deveria ser interrompido.
"Tem uma liminar?", perguntou o técnico, antes de sair do gramado junto com o time.
A Lusa já ameaçava não disputar a partida desde que uma liminar movida por ação popular na 3ª Vara Cível da Penha, São Paulo, em 10 de abril, recolocou-a na Série A do Campeonato Brasileira. O clube pediu nessa quinta que a CBF reagendasse o confronto, mas não obteve resposta.
"Não foi cassada a liminar. A Portuguesa quer que pare o jogo. O filho do presidente da Portuguesa trouxe aqui - os documentos - e disse que tem que parar o jogo", disse Laudir Zermiani.
O delegado ainda tentou fazer com que a Lusa voltasse ao duelo minutos depois - "Foi comunicado para a Portuguesa voltar pro jogo. O presidente da CBF - José Maria Marin - disse que não acata a liminar", declarou -, sem sucesso.
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