terça-feira, 3 de junho de 2014

Wallim Vasconcellos fala sobre a sua saída do Flamengo

Dirigente deixou o cargo após derrota para o Cruzeiro

Em entrevista coletiva, na Gávea, o ex-dirigente explicou o seu desligamento e avaliou o momento do clube
O Flamengo vive um momento complicado dentro e fora dos campos. Depois da derrota para o Cruzeiro por 3 a 0, que deixou o clube na penúltima colocação antes da parada para a Copa do Mundo, mais um nome saiu do comando da equipe. Wallim Vasconcellos, Vice-Presidente de Futebol, deixou o cargo. Em entrevista coletiva, o ex-dirigente explicou o motivo de sua saída neste momento conturbado.
"Se eu pudesse resumir esses 18 meses, teve mais acerto do que erro, mais sucesso que fracasso. Ano passado estávamos em pior situação do que hoje. O Flamengo se superou, cresceu e terminou bem o ano", disse durante a coletiva.
"Esse ano concordo que estamos numa situação muito abaixo. Ontem fiquei muito revoltado com o primeiro tempo contra o Cruzeiro. Poucas vezes vi um time tão sem atitude, tão sem compromisso quanto aquele primeiro tempo."
"O Flamengo não era para estar nessa situação. Acho que a torcida tem toda razão em protestar. Eu faria o mesmo. Mas quero que fique claro o seguinte: nós da diretoria fizemos tudo o que foi pedido, solicitado pelos jogadores. E disse para eles que estou esperando a resposta em campo, quero saber quando vai vir. É inadmissível um tipo de comportamento daquele", afirmou Wallim, dizendo que os diretores terão muito trabalho para ajustar a situação do Flamengo.
Wallim Vasconcellos falou também sobre a questão financeira do clube, um dos pontos principais da gestão de Bandeira de Mello no clube.
"Eu, Eduardo (Bandeira) e o Pelaipe vimos um elenco desmotivado, não comprometido, com certa razão. Vinham de vários meses de salários atrasados e a direção do Flamengo sem nenhuma credibilidade."
"Neste período, atingimos uma estabilidade financeira. Um trabalho excepcional pela área financeira, pela área de marketing. Temos a camisa mais valiosa do Brasil", completou Wallim.
Além da cobrança sobre o elenco, o ex-dirigente também falou sobre a participação da torcida neste momento ruim vivido pelo clube.
"Não estou satisfeito com a quantidade de sócio-torcedores. Eu disse que o Flamengo vai ter o time que a torcida quiser."
"Não acredito que grande parte dos 40 milhões não pode pagar menos de um real por dia para ajudar sua paixão. Que paixão é essa? Nao pode pagar um real por dia e recuperar o Flamengo?"
O próprio presidente, Eduardo Bandeira de Mello, já havia afirmado que Wallim queria sair no ano passado, mas conseguiu estender a decisão para o final da Libertadores e depois até a pausa para a Copa do Mundo. Pelo menos por enquanto, a pasta fica vaga e sob o comando do mandatário do Flamengo.
Depois de confirmar o que foi citado pelo presidente ontem, Wallim deixou claro que não vai se afastar do Flamengo, mas que não pode continuar por não ter tempo para focar completamente no clube, onde não ganhava nada pela função.
"Não vou me afastar do Flamengo. Vou seguir colaborando com a administração. O grupo é unido e nós vamos levar este projeto do Flamengo adiante. Eu peço para a torcida continuar acreditando."
A torcida também não está contente com o rendimento do time e protestou com faixas na Gávea. Desde a polêmica demissão de Jayme de Almeida, o clima com a torcida não é nada agradável e mudanças devem acontecer neste período de intervalo no Campeonato Brasileiro.

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