sábado, 14 de junho de 2014

Pelé aponta Brasil como favorito, mas revela que teme os alemães, especialmente Özil e Müller

O ídolo brasileiro, três vezes campeão do mundo, prega respeito pelo time de Joachim Löw
O ídolo brasileiro, Pelé, tricampeão mundial da Copa do Mundo, em 58, 62 e 70, aponta o Brasil como favorito desta edição do Mundial. O ex-jogador, porém, também afirma temer a Alemanha, principalmente Thomas Müller e Mesut Özil.
A Alemanha está no Grupo G, com Portugal, Gana e Estados Unidos. Pelé acredita que o time de Joachim Löw representa uma ameaça real à possibilidade dos brasileiros conquistarem o hexacampeonato.
"O Brasil é o favorito. Estamos jogando em casa e temos uma boa equipe", disse Pelé ao jornal Bild. "Mas eu realmente respeito a Alemanha. Eles são o melhor time da Europa, juntamente com a Espanha, ambos são perfeitamente organizados", afirmou o brasileiro.
"Eu temo cada jogador alemão com o meu coração. Principalmente Thomas Müller e Mesut Özil. Estes jogadores podem ser perigosos", acrescentou ele.
Pelé revelou conversa que teve com o também ex-jogador Franz Beckenbauer sobre a força da equipe alemã.
"Franz me disse que ele está muito satisfeito com a equipe alemã. Eles têm jovens jogadores muito talentosos. O meio-campo é talvez o mais forte de todos os tempos", analisou ele.
"Mas os grandes jogadores não levam uma equipe automaticamente para o sucesso Em 1982, o Brasil tinha o melhor time, de longe, com estrelas como Zico, Sócrates e Eder - Mas no final a Itália ganhou a Copa do Mundo. O torneio nunca é previsível", ponderou ele.
Além disso, Pelé contou das vezes que foi convidado para treinar times de futebol e firmou que, na sua opinião, o Bayern de Munique cometeu um erro ao não assinar com o camisa 10 da atual Seleção Brasileira, Neymar, conforme pedido de Pep Guardiola.
"Sim, se houver uma chance de contratar Neymar, você deveria fazer. Ele melhoraria qualquer time do mundo. Tenho sido perguntado muitas vezes se eu queria me tornar treinador. O Santos me convidou todos os anos desde que eu parei de jogar em 1974. O Milan, o Benfica e a Seleção também me queriam", revelou ele.
Mas eu nunca aceitei essas ofertas porque o trabalho teria me deixado louco. Eu poderia ter exigido muito dos jogadores. Como treinador você tem que suportar muito. Treinadores muitas vezes sofrem com a pressão. Sempre gostei de estar sentado nas arquibancadas e não no banco.Eu só teria pensado duas vezes se o Bayern tivesse me convidado", brincou o Rei, com bom humor.

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