
Novas denúncias de suborno fazem com que entidade máxima do futebol realizem investigações internas
O vice-presidente da Fifa, Jim Boyce, deixou aberta a possibilidade de recontagem de votos para a escolha da sede da Copa do Mundo de 2022 após novas denúncias de corrupção pela indicação do Qatar.
Relatos na mídia britânica afirmam que o ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Mohammed bin Hammam, pagou até 3,7 milhões de euros (cerca de 11.300 milhões de Reais) para dirigentes do futebol a fim de obter apoio para a candidatura do Catar.
Bin Hammam era um dos membros do Comitê Executivo da Fifa até ser banido do futebol por suas atividades, em julho de 2013, sob alegações de suborno.
O Catar foi confirmado como sede do torneio em dezembro de 2010, superando a concorrência de Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Austrália.
No entanto, a proposta chega envolta em controvérsias e dúvidas sobre a capacidade dos jogadores de atuarem no calor do verão do Catar. Sendo assim existe a possibilidade de mudança do período de realização da competição para os meses de inverno no país, entre novembro e janeiro. Várias figuras do órgão máximo do futebol mundial, incluindo o presidente, Joseph Blatter, admitiram que o clima no Catar é um problema em potencial a ser resolvido. Além disso, diversas denúncias de violações de direitos humanos vêm prejudicando a imagem do evento.
Boyce tem sido alvo de uma investigação sobre os últimos fatos, porém segue dando total crédito ao presidente da câmara de investigação do Comitê de Ética da Fifa, Michael Garcia.
"Como membro atual do comitê executivo da Fifa, sentimos que se houver qualquer prova de que as pessoas envolvidas foram subornadas para fazer um determinado voto, elas devam ir para o Michael Garcia, a quem Fifa deu plena autoridade para analisar os fatos. Vamos aguardar o relatório.” disse Boyce à Sportsweek,da BBC Radio.
Diante do questionamento se haveria a possibilidade de reavaliação da escolha, o dirigente não fechou a hipótese de forma veemente.
"Se o relatório de Garcia trouxer essas indicações de que delito aconteceu para a escolha da sede para a Copa do Mundo de 2022, eu, como um membro do comitê executivo, certamente não teria absolutamente nenhum problema de pedir uma nova votação. Se Garcia trouxer provas e evidências concretas ao comitê executivo da Fifa, precisaremos encarar o fato com muita seriedade, não há nenhuma dúvida quanto a isso.", garantiu.
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