
O brasileiro Marcelo Van Gasse revelou que sua mãe pediu que escolhesse uma atividade mais comum
Longe de todo o holofote direcionado para as seleções nacionais que chegam para a Copa do Mundo, os árbitros também são parte importantíssima do torneio. Quando acertam, na maioria das vezes passam despercebidos. Mas a história é muito diferente quando erros acontecem. Na última sexta-feira, enquanto o Brasil enfrentava a Sérvia em amistoso, os 91 árbitros do Mundial realizaram uma bateria de treinamentos no Centro de Futebol Zico, no Rio de Janeiro.
Cientes de que terão de lidar com uma grande pressão, os profissionais falaram sobre a Copa. Para o experiente Sandro Ricci, será única a oportunidade de apitar em um Mundial realizado em casa. Já os segundo assistente Marcelo Van Gasse chegou a revelar que sua mãe – alvo comum do xingamento dos torcedores – chegou a lhe sugerir que trabalhasse com algo “mais comum”.
“Somos, às vezes, os profissionais mais odiados do mundo. É difícil lidar com isso. O árbitro não tem que estar preparado só fisicamente, mas é importante fazer um trabalho psicológico e contar com o apoio da família e dos amigos nesses momentos delicados. A ansiedade para esta Copa ainda é maior por ser uma oportunidade única de apitar no meu próprio país”, disse Ricci para o jornal O Globo.
“Minha mãe cansa de questionar por que escolhi essa profissão e diz que eu podia ter seguido uma carreira mais convencional. Mas meu pai, que ama futebol, sempre a convence de que o que eu faço é importante. Tenho esta profissão há 14 anos. Já trabalhei em partidas com 100 mil pessoas e com cinco torcedores. É um tema que mexe com a emoção das pessoas, então trato esses sentimentos com naturalidade”, explicou o auxiliar Marcelo Van Gasse.
Considerado um dos melhores árbitros da atualidade, o inglês Howard Webb foi um dos mais requisitados para fotos e entrevistas. Árbitro da final da última Copa do Mundo, Webb é um dos favoritos para apitar a decisão de 2014 e falou sobre a pressão de seu trabalho. Outra dificuldade que ele espera é o calor.
“Acho engraçado que, apesar de sermos xingados e às vezes detestados, recebemos muito carinho, especialmente no Brasil. Desde que cheguei aqui tenho recebido muitos pedidos para tirar fotos e dar autógrafos. Os brasileiros são muito apaixonados por futebol. Acho bonito de ver. Sei que não vou ter problema se tiver que apitar um jogo do Brasil. Estou acostumado com a pressão, é a mesma coisa na Liga dos Campeões ou no campeonato inglês. O difícil é que aqui faz calor, estou me preparando fisicamente para isso.”
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