
Em situação financeira complicada, Flamengo precisa desembolsar R$ 7,5 milhões em dívidas por mês, enquanto que a folha salarial do time é de R$ 5 milhões
Eduardo Bandeira de Mello foi eleito como presidente do Flamengo prometendo melhorar a situação financeira do clube. E, segundo entrevista que o dirigente concedeu à Folha, o objetivo está evoluindo aos poucos, mas o atual panorama ainda não é o desejado pela diretoria. O presidente revelou que o clube gasta mais com o pagamentos de dívidas anteriores do que com o futebol propriamente dito. São R$ 7,5 milhões por mês só de pagamento de impostos devidos, superando os R$ 5 milhões gastos com a folha salarial dos jogadores. Apesar disso, Bandeira de Mello aponta para um avanço nas negociações para estabilizar as finanças do clube da Gávea.
"Assim que a gente assumiu o clube, a situação era caótica. Vimos que a dívida era muito maior do que imaginávamos. A credibilidade do Flamengo era zero: ninguém queria vir para o Flamengo porque corria o risco de não receber. Então tivemos que começar a pagar os impostos em dia, os correntes e os atrasados, para resgatar a credibilidade", disse o presidente. Com as renegociações, o clube conseguiu tirar a Certidão Negativa de Débito, que permitiu ao clube ser patrocinado pela Caixa Econômica Federal e ajudar na situação financeira.
O dirigente admitiu que o time não está da maneira como ele gostaria, mas afirmou que a situação está melhorando gradativamente. Segundo ele, a previsão é que em 2016 o clube esteja "confortável" financeiramente e possa investir melhor no futebol. Só em 2013, R$ 90 milhões foram pagos em dívidas atrasadas.
Bandeira de Mello ainda entrou em outros assuntos na entrevista, como a intenção de construir uma arena na Gávea, que é um projeto futuro que pode contar com o apoio da Odebretch, construtora que tem parceira com o clube na utilização do Maracanã. O presidente afirmou que o Campeonato Carioca "foi um fracasso" de público e técnico e também sugeriu mudanças na fórmula de disputa.
Sobre a saída de Jayme, ele se limitou a pedir desculpas pela maneira como tudo aconteceu, mas afirmou que as notícias foram surgindo na imprensa e que o Flamengo não teve "a intenção de desrespeitar ninguém".
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