O julgamento de Oscar Pistorius foi retomado nesta segunda-feira, quando um psiquiatra disse à corte que o corredor tinha um "transtorno de ansiedade". A estratégia da defesa é provar para o júri que o paratleta era obcecado por sua segurança, e que teria mesmo matado sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, por engano, achando que ela fosse um ladrão.
"Na minha opinião, o sr. Pistorius possuir um transtorno de ansiedade", disse o psiquiatra Meryll Vorster, que completou afirmando que o astro mundial vivia sob constante estresse tanto com por causa de sua carreira quanto pela vida pessoal.
REUTERS/Kim Ludbrook

Pistorius boceja durante no tribunal nesta segunda
Vorster lembrou que Pistorius teve diversos problemas familiares na infância, em especial com sua mãe, Sheila, que "abusava constantemente de bebidas alcoólicas" e dormia com uma arma debaixo do travesseiro - hábito que o filho viria a repetir anos mais tarde.
"Os filhos do casal Pistorius sempre viram o ambiente externo como algo ameaçador", descreveu o psiquiatra, recordando também que o corredor tinha péssima relação com seu pai (divorciado de Sheila), com quem rompeu relações aos 21 anos, mesma idade em que comprou sua primeira arma.
"As pessoas com transtorno de ansiedade trabalham muito duro para controlar seus arredores. Seu regime de trenos intensos e sua dieta rigorosa o ajudavam a controlar sua ansiedade", disse Vorster.
Acusado de assassinar sua namorada em fevereiro do ano passado, Oscar Pistorius alega que atirou em Reeva Steenkamp por engano atrás da porta do banheiro, pensando que ela fosse um ladrão que tivesse invadido sua casa. A promotoria, no entanto, acredita em homicídio doloso, com o paratleta matando a mulher após uma discussão.
Se for condenado, o astro do atletismo pode pegar 25 anos de prisão na África do Sul.
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