segunda-feira, 26 de maio de 2014

Pelé: “Espero que ninguém repita o que o Ghiggia fez em 1950”

Pelé não quer saber de novo 'Maracanzo' em 2014
O eterno craque do futebol brasileiro não quer nem pensar em ver a Seleção perdendo mais um título mundial em casa
Grande nome da história do futebol brasileiro e da Seleção, Pelé é uma das personalidades mais procuradas em épocas de Copa do Mundo. Em 1950, quando o Brasil perdeu o título mundial em casa para o Uruguai, o eterno camisa dez era apenas uma criança, mas se lembra muito bem do gol marcado por Ghiggia no Maracanã. E o "Rei do Futebol" não quer nem imaginar que algo parecido com o Maracanazo se repita em 2014.
“Espero que ninguém repita o que o Ghiggia fez em 1950. O que todos nós esperamos é que o Brasil faça uma boa Copa do Mundo, chegue à final e, se possível, fique com o título. Não quero me lembrar do que ocorreu em 1950. Tenho de confiar e acreditar que a vitória é possível, pois nunca sabemos: o futebol é uma caixinha de surpresas e nem sempre o melhor ganha”, disse para o site da Fifa.
"Atleta do Século" também falou sobre o encontro que teve com o carrasco uruguaio no dia do sorteio dos grupos da Copa e revelou o diálogo entre os dois: “Já o tinha visto duas ou três vezes antes do sorteio. Logicamente falamos daquela partida, sobre o que ocorreu naquele dia. Mas hoje em dia, ele mesmo me disse que nem ele nem os companheiros dele acreditavam que poderiam ganhar do Brasil. O Brasil tinha a melhor equipe e tinha ganhado todos os jogos com facilidade. "Para nós foi um milagre, não esperávamos por isso", ele me disse. E, para dizer a verdade, os brasileiros também não esperavam.”
Ao ser questionado se, caso estivesse em campo naquele fatídico 16 de julho, o Brasil teria sido campeão no Maracanã, Pelé riu e disse que gostaria de poder mudar aquela história: “É uma boa pergunta! (risos) Naturalmente sempre queremos o melhor para o nosso povo e para a nossa família. Mas, se pudesse escolher, pediria a Deus que me deixasse nascer antes para poder ajudar o Brasil e não deixar que aquilo acontecesse.”

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