quinta-feira, 8 de maio de 2014

No STJD, Portuguesa sofre punições, mas é mantida na Série B

No STJD, Portuguesa sofre punições, mas é mantida na Série B

Lusa corria risco de cair para a Série C por conta do abandono de campo na partida contra o Joinville na primeira rodada da Série B
A Portuguesa foi punida, mas conseguiu permanecer na Série B do Campeonato Brasileiro na tarde desta quarta-feira, em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O abandono de campo na partida contra o Joinville, em Santa Catarina, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, custou uma multa de R$ 50 mil para o clube paulista e a suspensão do treinador Argel por quatro jogos. O presidente Ilídio Lico, seu filho Marcos Lico. Os dirigentes foram suspensos por 240 dias, com multa de R$ 100 mil para o pai e R$ 80 mil para o filho.

De acordo com a denúncia, a Portuguesa teria infringido os artigos 205 e 231 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) e o artigo 69-2 do Código Disciplinar da FIFA.

Em depoimento, a Lusa defendeu-se afirmando que dispunha de uma decisão judicial que garantia sua permanência na Série A, concedida pela 3ª Vara Cível da Penha, e apenas cumpriu a liminar.
"A liminar dizia que eu tinha que obedecer uma decisão judicial. Na sexta fui pra Joinville sabendo que teria uma liminar e minha vontade é sempre respeitar os torcedores. No dia do jogo eu dei uma declaração à Rádio Bandeirantes dizendo que iriamos entrar em campo. Achava que a liminar seria cassada, mas não foi" disse o presidente da Lusa, Ilídio Lico durante seu depoimento.
"Se tiver que alguém ser penalizado, tem que ser eu. Nem o Argel, nem meu filho e nem a Portuguesa. A Portuguesa não pode mais ser penalizada", pediu, esclarecendo que um conselheiro do clube, chamado Fernando Guimarães, que é membro do Poder Judiciário, aconselhou fortemente que cumprisse a liminar, caso contrário poderia até mesmo ser preso.
O técnico Argel revelou em depoimento, que era contra a decisão de tirar o time de campo e contradisse Ilídio Lico - o presidente afirmou que Argel não sabia da liminar, mas o técnico admitiu ter conhecimento dela.

"Eu já sabia que tinha uma liminar. E tinha recebido uma ordem prévia de que o jogo deveria parar se a liminar chegasse. Mesmo não concordando, eu fiz. Era melhor não ter entrado em campo, do que entrar e sair no meio", afirmou.
O advogado do clube, José Luiz Ferreira de Almeida, afirmou que o que houve foi o desrespeito de uma liminar por parte da CBF, e negou que o abandono tenha sido premeditado pela direção do clube. Porém, o relator José Nascimento não aceitou os argumentos e aplicou a multa e perda dos pontos da partida.

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