
O goleiro titular de Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo também revelou como foi o primeiro contato do treinador
Julio César foi o primeiro nome confirmado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo. Em setembro de 2013 o treinador da seleção brasileira confirmou que o jogador, que defende atualmente as cores do Toronto FC, seria o seu goleiro no Mundial. Ciente da desconfiança de boa parte da torcida e crítica por ter sido considerado um dos responsáveis pela eliminação na África do Sul em 2010 e, principalmente, por não ter atuado em grandes times nos últimos anos, o arqueiro garantiu que os brasileiros podem confiar no guardião da meta canarinho.“Acho natural (a desconfiança), pois fiquei um bom tempo sem jogar e hoje estou numa Liga que não é muito badalada. Mas não me sinto mais pressionado do que em outras ocasiões. Em 2010 cheguei a Copa como o melhor goleiro do mundo, ninguém contestava meu nome. E mesmo assim tomei um gol estranho contra a Holanda. A verdade é que goleiro não pode falhar nunca, seja você o melhor do mundo ou não”, disse para o jornal O Globo. “Podem confiar em mim”, garantiu.
A certeza da convocação não tirou a ansiedade do goleiro quando Felipão divulgou os 23 nomes para a Copa, na última quarta-feira: “Chorei muito, minha mãe chorou e meus irmãos também. Copa é o ponto máximo para qualquer jogador. Lembrei-me de 2006, quando fui chamado para a minha primeira Copa. Também passou pela minha cabeça o período que fiquei longe da seleção. O fato é que nunca perdi as esperanças, mesmo nos piores momentos.”
“Foi o sonho de jogar uma copa no meu país que me motivou a continuar, que me fez reagir. Passei por momentos muitos difíceis depois da Copa de 2010 e hoje vejo o quanto foi importante superar as dificuldades. Me tornei um profissional melhor, uma pessoa melhor. É nas dificuldades que você sabe quem é quem”, explicou o goleiro, que lembrou do primeiro contato que teve do treinador da Seleção assim que Scolari assumiu o comando do time.
“Um dia depois de assumir ele me ligou e falou que iria me observar. Mas não disse em momento algum que iria me convocar. Foi muito bom ouvir aquilo do treinador da seleção. Depois foi retribuir no campo a confiança que ele e a comissão técnica depositaram em mim.”
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