quinta-feira, 15 de maio de 2014

Jogadores do Cruzeiro lamentam eliminação na Libertadores

Último representante brasileiro na competição cai após empate em 1 a 1 contra o San Lorenzo no Mineirão
Constantemente lembrado como o "time do Papa", o San Lorenzo mostrou nessa edição da Libertadores que é o carrasco das equipes brasileiras. Após eliminar o Botafogo ainda na fase de grupos, e o Grêmio nas oitavas de final, o clube argentino pôs fim ao sonho do terceiro título cruzeirense na Libertadores graças ao empate em 1 a 1 na noite de ontem no Mineirão. Como havia vencido por 1 a 0 na Argentina, o empate foi o bastante para manter o sonho argentino de conquistar o seu primeiro grande título continental. A equipe não chegava em uma semifinal há 25 anos, desde a edição de 1988.

O Cruzeiro lutou até o fim, mas o faltaram dois gols para a classificação brasileira até as semifinais. Desta forma o Brasil fica sem um representante depois de 23 anos marcando presença na fase semifinal da Libertadores. Além disso, as eliminações prematuras de Atlético-PR, Flamengo, Botafogo, Atlético-MG, Grêmio, junto à queda de ontem do Cruzeiro, não permitem que a sequência de quatro títulos brasileiros consecutivos seja ampliada. 

Os atletas brasileiros declararam após a partida que é necessário reagir o quanto antes, até para que o foco no Brasileirão seja mantido. Atual campeão brasileiro, o Cruzeiro agora tenta mudar o discurso para a briga em seu quarto título.



"É hora de erguer a cabeça. Somos muito fortes nesses momentos. É pensar no que erramos e no sábado tem mais. Vida que segue", declarou o atacante Dagoberto, que ainda prosseguiu: "Não é fácil. O gol complicou e fez com que a gente tivesse que correr mais. É uma equipe que saber jogar, mas faz cera. É difícil analisar. O futebol é fácil da cadeira, mas dentro de campo só quem jogou sabe. Parabéns pela luta, mas bola para a frente”, completou parabenizando a equipe.

"Infelizmente empatamos em casa. O adversário fez o gol muito cedo e acabou jogando pelo regulamento. Nos complicou muito. O grupo se doou, se dedicou e criou chances. Mas agora é levantar a cabeça nos campeonatos que vamos disputar e tentar voltar no ano que vem mais forte", disse Bruno Rodrigo, autor do gol de empate do Cruzeiro.

"A gente tinha que ter feito o gol no começo. Eles não teriam ficado tão à vontade se isto tivesse acontecido. Sentiriam o baque e ficariam pressionados", lamentou o zagueiro.

Fábio, goleiro e capitão do Cruzeiro, fez questão de enaltecer a presença massiva da torcida do Cruzeiro, que fez uma bela festa no início de jogo, com direito a um enorme mosaico.



"Nós agradecemos o apoio do torcedor. Tivemos empenho, sacrifício e eles não nos pararam de incentivar. Eles é que estão de parabéns por estar sempre junto, até nas adversidades. O gol fora de casa pesa e nós tivemos duas chances de aprender, contra o Flamengo no ano passado e na Argentina. Todos saíram esgotados, mas não era o dia", agradeceu Fábio.

O treinador Marcelo Oliveira preferiu dar um 'puxão de orelha' em sua equipe, que, segundo o comandante, não teve a competência necessária para vencer o San Lorenzo.

"O que deveria acontecer era o Cruzeiro sair na frente, apertar. Nós tentamos isso. Quando levamos o gol, aos 9 minutos, estávamos na frente, eles ainda não tinham chegado. Tínhamos certa dificuldade, pois eles marcavam muito bem, ocupavam muito o espaço, mas aquele lance pode ter mudado a história do jogo, pois o time desorganizou. Tivemos equívocos, acertamos algumas vezes, mas fomos infelizes e faltou competência", criticou Marcelo.

O Cruzeiro volta a campo no próximo sábado, quando enfrenta o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro, às 18h30 (horário de Brasília), também no Mineirão.

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