"Acabou o amor". A amizade de infância entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg não conseguiu resistir ao ambiente de competitividade dentro da Mercedes nesse ano. E o golpe derradeiro veio neste fim de semana, em Mônaco, com o britânico suspeitando que o companheiro de equipe errou propositalmente no fim do treino classificatório para lhe atrapalhar e ficar com a pole position. Após perder a corrida para Rosberg neste domingo, o campeão mundial de 2008 admitiu que a relação azedou:
- Não somos amigos. Somos colegas – disse ao canal britânico “Sky Sports”.

Mas não foi o que se viu no paddock de Monte Carlo. Após a polêmica no treino classificatório, enquanto Rosberg comemorava a pole, Hamilton fazia questão de não esconder a cara de insatisfação com o ocorrido. Ambos não se falaram e mal se olhavam. Ainda no sábado, Lewis foi evasivo nas respostas até lembrar da histórica guerra entre Ayrton Senna e Alain Prost no fim da década de 1980 na McLaren. Neste domingo, a Mercedes ensaiou um aperto de mão entre seus pilotos. Nada que pudesse amenizar. A longa amizade, que os dois garantiam que não seria abalada pela disputa da taça, acabou. A “guerra” está declarada e vale o título mundial de Fórmula 1.
Amizade de infância
Hamilton e Nico se conheceram em 2000 correndo quando eram crianças. Eles faziam parte da mesma equipe de kart. Em 2004, voltaram a se encontrar nas pistas na F-3 europeia, dessa vez como rivais. Em 2005, cada um brilhou em sua categoria: Hamilton foi campeão da F-3 enquanto Rosberg migrou para a GP2 e faturou a taça. O segundo reencontro veio em 2007 na F-1, Lewis na McLaren e Nico na Williams. Mas a reedição da parceria de infância veio apenas em 2013, com a união na Mercedes. No ano passado, apesar de vencerem corridas, não tiveram condições de competir pelo título, sem precisar por a amizade à prova. Mas nesse ano, com carros dominantes, a história foi diferente. E bastaram apenas seis etapas para a relação sofrer o duro golpe.

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