quarta-feira, 28 de maio de 2014

Eduardo da Silva: "Continuo sendo brasileiro, mas tenho um grande amor pela Croácia"

Jogador nunca atuou profissionalmente no Brasil

Nascido no Rio de Janeiro, atacante participará pela primeira vez de uma Copa do Mundo e pode fazer sua estreia logo contra seu país de origem.
Após perder a Copa de 2006, por ser considerado novo pelo técnico, e a Croácia não se classificar para a última edição, este ano, enfim, Eduardo da Silva poderá atuar pela primeira vez na maior competição de futebol do planeta. Porém, a camisa terá cores diferentes das que ele pensava vestir quando nasceu, em 1983, no Rio de Janeiro.
Há 15 anos no país e naturalizado há dez, o destino colocará, logo em seu primeiro jogo, uma situação diferente para Eduardo. Isso porque a Croácia foi sorteada para enfrentar o Brasil, sede do torneio, no jogo de abertura da competição. Jogar essa partida é algo que, naturalmente, qualquer brasileiro sonhou. E o atacante vai realizar esse sonho, mas atuando pelo adversário.
"Nunca imaginaria essa situação: ser brasileiro e ter a oportunidade de jogar uma Copa no seu próprio país, mas defendendo outra seleção. E aí, para complicar, tem essa partida de abertura entre os dois. Nunca poderia imaginar tanta coincidência", afirmou o brasileiro/croata em entrevista ao site da FIFA.
Apesar do local de nascimento, Eduardo pouco jogou no Brasil. Ainda adolescente, o jogador disputou um torneio de comunidade promovido pela CBF e um empresário se impressionou com seu talento, convidando-o a jogar na Croácia.
Por lá, o atacante entrou na base do Dinamo Zagreb com 17 anos e, algum tempo depois, naturalizou-se croata e atuou pelas seleções de novos do país até chegar ao time principal, com 21 anos.
"Cheguei muito cedo na Croácia, construí devagar o meu caminho e passei por todas as seleções de base. Não foi algo recente ou que fiz pensando em jogar um dia uma Copa. Foi simplesmente uma opção e minha carreira acabou tomando esse rumo."
"Bom, no geral, posso dizer que continuo sendo brasileiro, mas que tenho um grande amor pela Croácia depois de 15 anos vivendo aqui e dez jogando pela seleção. Hoje, me sinto praticamente europeu e croata."
Com a ausência certa de Mandzukic, suspenso, Eduardo da Silva tem grandes chances de ser titular no jogo de abertura. E o momento do hino promete ser bastante emocionante para o jogador de 31 anos.
"Acho que posso falar: meu sangue é brasileiro, mas meu coração, hoje, é croata. É um momento difícil, entende? Se eu tiver a oportunidade de cantar os dois hinos... acho que vou ficar dividido", completou.

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