
Nascido no Rio de Janeiro, atacante participará pela primeira vez de uma Copa do Mundo e pode fazer sua estreia logo contra seu país de origem.
Após perder a Copa de 2006, por ser considerado novo pelo técnico, e a Croácia não se classificar para a última edição, este ano, enfim, Eduardo da Silva poderá atuar pela primeira vez na maior competição de futebol do planeta. Porém, a camisa terá cores diferentes das que ele pensava vestir quando nasceu, em 1983, no Rio de Janeiro.
Há 15 anos no país e naturalizado há dez, o destino colocará, logo em seu primeiro jogo, uma situação diferente para Eduardo. Isso porque a Croácia foi sorteada para enfrentar o Brasil, sede do torneio, no jogo de abertura da competição. Jogar essa partida é algo que, naturalmente, qualquer brasileiro sonhou. E o atacante vai realizar esse sonho, mas atuando pelo adversário.
"Nunca imaginaria essa situação: ser brasileiro e ter a oportunidade de jogar uma Copa no seu próprio país, mas defendendo outra seleção. E aí, para complicar, tem essa partida de abertura entre os dois. Nunca poderia imaginar tanta coincidência", afirmou o brasileiro/croata em entrevista ao site da FIFA.
Apesar do local de nascimento, Eduardo pouco jogou no Brasil. Ainda adolescente, o jogador disputou um torneio de comunidade promovido pela CBF e um empresário se impressionou com seu talento, convidando-o a jogar na Croácia.
Por lá, o atacante entrou na base do Dinamo Zagreb com 17 anos e, algum tempo depois, naturalizou-se croata e atuou pelas seleções de novos do país até chegar ao time principal, com 21 anos.
"Cheguei muito cedo na Croácia, construí devagar o meu caminho e passei por todas as seleções de base. Não foi algo recente ou que fiz pensando em jogar um dia uma Copa. Foi simplesmente uma opção e minha carreira acabou tomando esse rumo."
"Bom, no geral, posso dizer que continuo sendo brasileiro, mas que tenho um grande amor pela Croácia depois de 15 anos vivendo aqui e dez jogando pela seleção. Hoje, me sinto praticamente europeu e croata."
Com a ausência certa de Mandzukic, suspenso, Eduardo da Silva tem grandes chances de ser titular no jogo de abertura. E o momento do hino promete ser bastante emocionante para o jogador de 31 anos.
"Acho que posso falar: meu sangue é brasileiro, mas meu coração, hoje, é croata. É um momento difícil, entende? Se eu tiver a oportunidade de cantar os dois hinos... acho que vou ficar dividido", completou.
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