
Para Barcos o Grêmio deveria ter eliminado o San Lorenzo durante os 90 minutos regulamentares. Enderson Moreira diz que nem tudo está perdido
O Grêmio armou uma bela festa em sua lotada Arena. Lutou, e conseguiu a vitória por 1 a 0 sobre o San Lorenzo no tempo regulamentar. Mas a derrota por 4 a 2 na decisão por pênaltis eliminou o Tricolor Gaúcho do sonho do terceiro título da Libertadores da América. Após a partida o abatimento de torcedores, jogadores e comissão técnica era nítido.Para o capitão gremista, o argentino Barcos, o time gaúcho deveria ter conquistado a vaga durante o tempo regulamentar de partida. Como a vitória por dois ou mais gols de diferença não veio, a decisão foi para as cobranças de tiros livres.
"A gente chegou, criou situações e não conseguimos. Fizemos um. Pecamos nos pênaltis, que pode ser para qualquer um. Mas, dentro dos 90 minutos, tínhamos que ter ganhado e não conseguimos", declarou Barcos, que perdeu o primeiro pênalti do Grêmio, além de desperdiçar grande chance durante a partida.
O centroavante declarou que o momento deve ser de conversa para arrumar a equipe: "A gente tem que sentar, conversar e começar de novo.", concluiu.
Quem também estava abatido com o resultado foi o treinador Enderson Moreira. O ex-técnico do Goiásperdeu o Campeonato Gaúcho para o rival Internacional de forma incontestável. A eliminação nas oitavas de final da Libertadores pode encurtar sua contrato no clube, pelo menos no que depender de parte da torcida do clube.
"Assumo a responsabilidade daquilo que eu tenho consciência de ser o responsável. Tento fazer do melhor jeito possível. Não gostei do primeiro tempo. Tecnicamente, a equipe não jogou bem. No segundo tempo, sim, melhorou. A gente merecia o resultado, mas futebol é assim. Nem sempre é justo", declarou o técnico na entrevista coletiva após a partida.
Sobre a possível demissão, Enderson disse que está acostumado, por ser algo normal no futebol brasileiro. Em duas rodadas do Brasileirão 2014, três times já trocaram de treinadores.
"Vou fazer meu trabalho até o dia que a direção entender que eu devo permanecer. Desde o momento em que pisei aqui, sempre houve pressão. E isso faz parte da minha vida. Quem não quer sentir pressão que não assuma o comando de um time como o Grêmio", afirmou, e concluiu a fala demonstrando esperança no Brasileirão: "Acredito que a gente esteja no caminho certo. Tenho convicção disso."
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