
Aldyr Schlee prevê uma transição para camisas de cores mais alternativas pela fornecedora de material esportivo.
O uniforme de futebol mais famoso do mundo pode estar com seus dias contados. É o que acredita Aldyr Schlee, que criou na década de 50 o uniforme padrão da seleção: camisa amarela, short azul e meiões brancos.
Para o escritor de 79 anos, a Nike está deixando escapar a essência da Amarelinha ao criar uniformes alternativos para obter mais vendas, principalmente aos que gostam de produtos diferentes e especiais.
“Tenho impressão que o arranjo original não irá durar muito mais. Estão vendendo camisas pretas ou naquele verde cagado. Se começar a vender muito, eles vão trocar", disse Schee à Folha de S. Paulo.
As críticas à fornecedora de material esportivo da Seleção não pararam por aí. Schlee considerou ‘medonha’ a camisa que será utilizada por Neymar & Cia. na Copa do Mundo e contestou o porquê de outras seleções patrocinadas pela empresa norte-americana receberam uma atenção mais especial.
"A camisa é medonha. Parece um pijaminha ridículo. É um desrespeito, não comigo, mas com os craques que a vestiram no passado. A Nike fez camisas bonitas, tradicionais, para Inglaterra e Holanda, por que não fez o mesmo para a CBF?", questionou.
O desenho de Schlee para a camisa da Seleção foi o vencedor de um concurso que promoveu a escolha do novo uniforme da equipe, em 1953. A Amarelinha foi usada pela primeira vez nas eliminatórias para a Copa de 54 e, depois de 60 anos, o gaúcho jamais recebeu um centavo pelos direitos autorais da criação.
"Não me sinto roubado. Naquela época, camisa de futebol não era para ser vendida. Só servia para jogar bola. Tanto que nem me deram um uniforme na época. Só ganhei o meu em 1958”, completou.
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