
Sem a mesma exposição ou carreira de destaque dentro dos gramados que Karl-Heinz Rummenigge e Uli Hoeness, Karl Hopfner, eleito o novo presidente do Bayern de Munique na sexta-feira, era o membro que destoava do triumviratum do clube. Seu nome pode ser muito menos conhecido do que os de seus parceiros, mas não significa que fosse menos influente.Graduado em economia e finanças, ele, que nunca calçou chuteiras, trabalhou no mercado da indústria antes de começar sua trajetória no Bayern em 1983, já como dirigente. Os anos se passaram, e sua representatividade só cresceu.
A partir de 2002, o cargo diretivo se somaria ao papel como membro do conselho executivo, se responsabilizando por assuntos financeiros do clube, de contabilidade, sistemas de distribuição de ingressos, seções de recursos humanos, entre outros.
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Hopfner (à esq.) substitui Hoeness (à dir.) no cargo
Dessa forma, o dirigente participou ativamente dos bastidores do clube que, desde a década de 80, se consolidou cada vez mais como o maior time da Alemanha e um gigante europeu.
Se hoje o Bayern pode adotar uma política predatória, comprando os grandes jogadores de seus rivais, e se manter como o time a ser batido em solo germânico, muito se deve a Hopfner e seu sucesso tanto na diretoria quanto no conselho. "Dinheiro faz gols", pensa o dirigente, como ele próprio falou em entrevista ao jornal alemão Bild em 2012.
Neste mesmo ano, Hopfner vivenciaria um período intenso tanto no trabalho como fora dele. Afinal, anunciou que se afastaria de sua função no conselho executivo por razões de saúde, mas, no final de contas, acabou assumindo como vice-presidente de Hoeness e ainda passou a fazer parte do conselho fiscal.
Se sua importância no Bayern só cresce, Hopfner também ganhou influência em outras instituições. Ele é membro do comitê das competições de clubes e membro do painel administrativo da Uefa desde 2009. Além disso, no ano seguinte, começou com um posto tanto na Liga Alemã como na Federação Alemã.
Presente nas principais instituições futebolísticas da Alemanha e da Europa e conhecedor profundo do Bayern e seu dinheiro, Karl Hopfner nem precisou da experiência no campo que Uli Hoeness - que renunciou ao cargo após ser condenado a prisão por sonegação - para ser o novo presidente do clube e com direito a 99,6% dos votos.

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