quarta-feira, 23 de abril de 2014

Romário diz respeitar Pelé, mas critica posição do Rei sobre as manifestações durante a Copa do Mundo

Romário diz respeitar Pelé, mas critica posição do Rei sobre as manifestações durante a Copa do Mundo

O atual deputado federal explicou suas críticas ao ‘Atleta do Século’ e disse que não haverá legado após a Copa
Não é de hoje que Romário e Pelé tiveram críticas um ao outro. Nos últimos meses, a discussão foi em cima dos protestos que deverão acontecer durante a Copa do Mundo de 2014. O Rei do Futebol quer que a população brasileira espere o término do evento para manifestar sua insatisfação. Já o Baixinho, que atualmente é deputado federal, apoia as manifestações durante o campeonato. 

Apesar das diferenças entre os dois e de frases de efeito, que entraram para a história, como quando Romário disse que “Pelé calado é um poeta”, o principal jogador do título mundial de 1994 falou, em entrevista para a BBC, que respeita o eterno camisa 10, mas segue crítico em relação às suas opiniões.

“Não odeio o Pelé. Pelo contrário, respeito. Mas xinguei ele pelo fato dele dizer que o povo não deveria protestar durante a Copa. O povo está cansado de ser roubado (...) O Pelé não tem nem capacidade para dizer o que está acontecendo no Brasil, porque nem vive aqui, não acompanha, está sempre viajando. Eu tenho. E o que afirmo que está acontecendo no Brasil é o maior roubo da nossa história”, disse Romário.

“Sou sempre a favor de protestos pacíficos. O povo tem direito de fazer o que quiser, mas não significa que tem que protestar com violência. E também, se você pensar, não precisa nem atrapalhar os jogos. A Copa dura um mês, e os protestos podem ser feitos em dias antes ou depois dos jogos, vai chamar mas a atenção”, lembrou o Baixinho, que não vê nenhum tipo de legado com a realização da Copa.

“As coisas saíram tão erradas nesse pré-Copa que não consigo ver nada de proveitoso para tirar dela. Vou torcer para tudo dar certo, em termos de organização, mas fora de campo já perdemos, de tanto dinheiro que já jogamos fora. Quero ver um torneio organizado e o Brasil campeão dentro de campo.”

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