
Executivo francês com décadas de experiência no setor em solo brasileiro critica política brasileira para mostrar imagem do país
Executivo que comanda a tradicional rede hoteleira Accor no continente americano, o francês Roland Bonadona criticou o trabalho do governo brasileiro no setor de turismo. Morando há mais de duas décadas no país, ele fez um diagnóstico da “oportunidade perdida” para a Copa do Mundo.
“São oportunidades únicas, e o potencial de ambos os eventos (Copa e Olímpiada 2016) é enorme. A Copa do Mundo é a maior vitrine para o turismo que se pode imaginar. Quase nada foi feito para promover o turismo. O governo preferiu acreditar que o Brasil se venderia sozinho. Não é o suficiente. O país tem recursos naturais, cultura e talvez o maior número de locais tombados pela Unesco. Mas estamos a 10 horas de voo das principais fontes de turistas do mundo, que são a América do Norte, a Europa e a Ásia. Há muitos países disputando a atenção dos turistas”, analisou o empresário para a revista Exame.
“São oportunidades únicas, e o potencial de ambos os eventos (Copa e Olímpiada 2016) é enorme. A Copa do Mundo é a maior vitrine para o turismo que se pode imaginar. Quase nada foi feito para promover o turismo. O governo preferiu acreditar que o Brasil se venderia sozinho. Não é o suficiente. O país tem recursos naturais, cultura e talvez o maior número de locais tombados pela Unesco. Mas estamos a 10 horas de voo das principais fontes de turistas do mundo, que são a América do Norte, a Europa e a Ásia. Há muitos países disputando a atenção dos turistas”, analisou o empresário para a revista Exame.
Mesmo os ganhos que aconteceram na preparação do torneio, Roland acredita que o país perdeu a chance de fazer mais.
“Foram construídos hotéis que vão modernizar o parque hoteleiro brasileiro. Os aeroportos melhoraram, ainda que estejam longe do ideal. Isso aumenta a qualidade da recepção aos turistas antes e depois dos jogos. Não podemos dizer que perdemos tudo, que gastamos uma fortuna e não seremos recompensados. Seremos, mas poderíamos ser muito mais.
E criticou o governo na condução de um dos pontos fortes do Brasil.
“A estratégia foi mal definida. Quem cuida da promoção do Brasil no exterior são a Embratur e o Ministério do Turismo. São dois órgãos que deveriam ter especialistas em promoção do turismo, mas não têm. O governo estava mais preocupado em controlar o preço de hotéis e de passagens aéreas. O Ministério do Turismo não é valorizado. A pasta é considerada irrelevante pelos políticos. Isso mostra que nem o governo enxerga o setor como importante."
E aponta o que ainda poderia ser feito para tentar “salvar” o momento.
Faltam cerca de 60 dias para a Copa. É muito pouco para fazer algo de grandes proporções. Agora o que resta é focar ações de marketing digital em redes sociais, como YouTube e Facebook. Não é algo que exige um investimento alto. O objetivo deveria ser ampliar a permanência dos turistas que vão a uma cidade-sede para assistir a um jogo. Estimulá-los a chegar antes e a voltar depois.”
“Foram construídos hotéis que vão modernizar o parque hoteleiro brasileiro. Os aeroportos melhoraram, ainda que estejam longe do ideal. Isso aumenta a qualidade da recepção aos turistas antes e depois dos jogos. Não podemos dizer que perdemos tudo, que gastamos uma fortuna e não seremos recompensados. Seremos, mas poderíamos ser muito mais.
E criticou o governo na condução de um dos pontos fortes do Brasil.
“A estratégia foi mal definida. Quem cuida da promoção do Brasil no exterior são a Embratur e o Ministério do Turismo. São dois órgãos que deveriam ter especialistas em promoção do turismo, mas não têm. O governo estava mais preocupado em controlar o preço de hotéis e de passagens aéreas. O Ministério do Turismo não é valorizado. A pasta é considerada irrelevante pelos políticos. Isso mostra que nem o governo enxerga o setor como importante."
E aponta o que ainda poderia ser feito para tentar “salvar” o momento.
Faltam cerca de 60 dias para a Copa. É muito pouco para fazer algo de grandes proporções. Agora o que resta é focar ações de marketing digital em redes sociais, como YouTube e Facebook. Não é algo que exige um investimento alto. O objetivo deveria ser ampliar a permanência dos turistas que vão a uma cidade-sede para assistir a um jogo. Estimulá-los a chegar antes e a voltar depois.”
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