
Treinador do Real analisa chances na véspera do jogo em Munique, descarta 'retranca' para segurar o adversário e pede dedicação de seus jogadores
O 1 a 0 no saldo agregado do confronto contra o Bayern de Munique, pelas semifinais da Champions League, não intimida o Real Madrid a buscar um simples empate na Allianz Arena na terça, quando voltará a enfrentar os atuais campeões buscando assegurar uma vaga na grande final de maio. É o que o técnico Carlo Ancelotti deu a entender hoje, durante a coletiva de imprensa pré-jogo.Na visão do italiano, o Real pode lançar mão de um estilo que não abra mão do ataque, apesar da força dos bávaros quando jogam em Munique. Até porque ele pretende evitar o clima de ‘já ganhou’ que pode tirar o foco de seus comandados para a partida.
“É possível avançar mesmo se não marcarmos gols, mas nós queremos isso”, declarou Ancelotti. “Conseguimos marcar muitos gols na Champions League e em La Liga, e minha intenção é que façamos isso de novo desta vez.”
“Podemos usar diferentes estilos de jogo, mas na maioria dos jogos, procuramos o ataque. Tentamos tirar vantagem de nossas potencialidades físicas e técnicas.”
“Sabemos que o jogo de amanhã será muito difícil. Vamos jogar com uma grande equipe, com uma vantagem que é mínima, então não somos tão estúpidos para imaginar que já estamos classificados.”
“É verdade que temos atletas do maior calibre; e que somos fisicamente muito fortes. Não acho que teremos muitas novidades amanhã, em termos táticos. O Bayern tem sua filosofia de futebol, mas não acho que isso será de suma importância. Na verdade, penso que o lado mental da disputa será ainda mais importante.”
O ímpeto lento do Real no início do jogo do Bernabéu preocupou Ancelotti, que espera uma equipe mais 'ligada' e aguerrida na Allianz Arena, tão logo soe o apito inicial para a bola rolar.
“Começamos de forma tímida no jogo de ida. Se fizermos o mesmo amanhã, estaremos correndo riscos. Precisamos começar com um ritmo forte, e nos dedicar muito. Precisaremos do máximo de todos para poder chegar à final. Nosso sistema importa menos que a nossa dedicação”, prosseguiu o técnico.
“Jogando no 4-4-2 ou 4-3-3 não vai mudar tanto o resultado. Ainda serão duas equipes de diferentes filosofias, pelos jogadores que têm à disposição. É isso que faz o futebol tão belo. Pessoalmente, prefiro um estilo mais veloz na criação das jogadas.”
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