sexta-feira, 11 de abril de 2014

Juvenal revela desejos: descanso, três reforços e Ceni de técnico.

Na reta final de oito anos de mandato, presidente defende sua gestão, se diz frustrado com safra de técnicos e quer Rogério em nova função após aposentadoria. 


Juvenal Juvêncio já está retirando seus pertences da sala da presidência do São Paulo, no Morumbi. Ele tem seis dias no cargo, até a eleição da próxima quarta-feira, que deve eleger Carlos Miguel Aidar, candidato que apoia contra Kalil Rocha Abdalla. O quadro com a camisa da Seleção que Luis Fabiano usou na vitória sobre o Uruguai, em 2007, por exemplo, não está mais lá. Ele espera agora por outra camisa amarela (cor de sua chapa política), a que Rogério Ceni vestiu em sua homenagem na vitória por 3 a 0 sobre o CSA. Ambas ficarão em sua fazenda, em Santa Rosa de Viterbo, interior paulista.
A sala da fazenda também deverá ser seu camarote no dia 20 de abril, quando o clube vai estrear no Campeonato Brasileiro diante do Botafogo. Após oito anos de uma administração tão personalista a ponto de ter sido considerada centralizadora, Juvenal quer “olhar um pouco de fora”, descansar. Mas não por muito tempo.
FICHA TÉCNICA

Nome: Juvenal Juvêncio
Local de nascimento: Santa Rosa de Viterbo (SP)
Idade: não revelada
Profissão: advogado
No São Paulo: diretor de futebol (1984-88 e 2004-2006), presidente (1988-90 e 2006-2014)
Títulos como presidente:paulista (1989) e brasileiro (2006, 2007 e 2008)
O presidente admite que será difícil se afastar completamente. Conselheiro vitalício, ele descarta qualquer possibilidade de assumir um cargo que tenha ligação direta com o futebol profissional na provável gestão de Aidar, que terá início na próxima quinta-feira.  Mas não para de pensar o futebol.
Antes de limpar totalmente sua sala, Juvenal recebeu o GloboEsporte.com e fez confidências importantes: pretende que Rogério Ceni seja técnico do São Paulo muito em breve; quer discutir com a CBF o pagamento pela utilização de jogadores do clube na seleção brasileira, montante que, de acordo com ele, pode chegar a US$ 10 milhões; acha que o time precisa de dois ou três reforços para lutar pelo título do Brasileirão e sugere conversas entre os presidentes dos quatro grandes de São Paulo, além de intervenção mais forte do governo, para tentar evitar que o futebol brasileiro siga “descendo o morro”
Juvenal, que admitiu ter se emocionado com a homenagem dos jogadores, com máscaras que imitavam seu rosto, a ponto de precisar segurar as lágrimas, só não revelou mesmo sua idade, um mito que circula por todo o clube. Pelas publicações mais gerais, ele teria, hoje, 82 anos.
- Nunca publicaram certo, rapaz. Só aumentam, nunca diminuem. Só querem meu mal (risos).
Durante toda a entrevista, o presidente fez rabiscos em dois pedaços de papel (sua mesa é repleta deles). Desenhou o número de contratações que deseja fazer (ou apenas ver), sua trajetória política, cubos, linhas retas, tortas. Ao final, rasgou em vários pedaços e os jogou no lixo. Como se fosse o fim de um ciclo.
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo (Foto: Diogo Venturelli)

Dormiu feliz com a homenagem dos jogadores, Juvenal?Eu gostei muito, fiquei satisfeito. Eu não esperava, mas pediram para eu ficar mais um pouco no vestiário e percebi que haveria uma homenagem. Eu me dou muito bem com os atletas. Sou muito rígido, austero, mas muito camarada. Os jogadores acreditam naquilo que eu falo, e respeitam. Sempre que a situação está muito ruim, recebo um chamado para falar aos jogadores. Falo que não é lugar para descontentes, que tem de haver harmonia, respeito à instituição. Criou-se uma confiança bastante sólida e séria. Então, nesse momento em que eu parto, os jogadores queriam fazer algo. O Luis Fabiano dedicou o gol, o técnico falou, o Rogério. Essa movimentação me deixou bastante seguro de que caminhamos bem nesse processo.
Eu me dou muito bem com os atletas. Sou muito rígido, austero, mas muito camarada. Os jogadores acreditam naquilo que eu falo, e respeitam. Sempre que a situação está muito ruim, recebo um chamado para falar aos jogadores
Juvenal Juvêncio
Você chorou? Tenho impressão de que, se resolver chorar, vai esperar ficar sozinho, não admite chorar na frente de ninguém.Espero não fazer na frente, mesmo. É um problema de acanhamento meu.
Mas sozinho...Sim, sozinho. Mas não externar. Nem sempre é possível. Ontem (quarta-feira), procurei deixar aquilo num momento de alegria, não quebrar aquela corrente. Consegui, mas saí logo. Tirei fotos, falei, ouvi e caminhei. Peguei o carro e parti. Fui ver, tranquilamente, o VT da partida para ver onde estão os equívocos. Ficar mais sereno para analisar.
No dia 20, o São Paulo estreia no Brasileiro aqui no Morumbi. Onde você vai estar?Não sei, mas provavelmente não venha ao jogo. Vou ver pela televisão.
Por que tomou essa decisão?Ah, porque acho que tenho de mudar um pouco. Tive uma rotina muito forte. Quando fizemos o centro de treinamento de Cotia, fui lá em todos os dias do ano. Domingo? Sim, era um dia bom para ir. Fui no Natal, antes do almoço. Foi possível fazer uma obra muito importante para nós.
Então você quer descansar um pouco. Ter tempo para o Juvenal?Sim, sim. É verdade. Mas não é geral, eu... (Juvenal interrompe e pega um pote de balas em cima da mesa). Quer bala? Quer bala?
(risos) Juvenal, essa bala é gostosa? Ela parece ser horrível.(risos) É ótima, é uma delícia!
Vou experimentar. Você dizia que quer ter tempo para o Juvenal, mas...Mas o Juvenal é difícil. Eu tenho de fazer alguma coisa, ter atividade. Havia a crítica de eu ser centralizador. Se centralizar for ficar vendo as coisas, cobrando... Nos fins de semana, deixo um bloco e uma caneta na minha cabeceira. Vou anotando. Domingo à noite, tenho alguns itens e faço duas ou três ligações para, na segunda, o cara acordar vivenciando aquilo. A semana flui, tem progresso. De um lado, é bom ficar quieto. De outro, você sente falta, não tem dúvida. Eu vou ver como é isso.
Mas está na hora de descansar, não está?Estava na hora porque tive dois anos de mandato. Aí queriam que fossem três, e então houve uma reforma no estatuto. Depois, em mais uma reforma estatutária, fiquei por mais três anos. E eles (oposição) brigando na Justiça. Fiquei oito anos. Fui muito criticado por isso, né? Mas eu sabia das críticas. Era uma coisa que eu não tinha uma explicação dentro de um plano pluralista, mas aceitei porque sentia necessidade de estar presente.
Fiquei oito anos. Fui muito criticado por isso, né? Mas eu sabia das críticas. Era uma coisa que eu não tinha uma explicação dentro de um plano pluralista, mas aceitei porque sentia necessidade de estar presente
Juvenal Juvêncio
Você falava muito da reforma do Morumbi. O que foi feito no estádio justificou essa decisão?O Laudo Natel (presidente do São Paulo na época da inauguração do Morumbi) me faz elogios particulares. Diz que fiz um Morumbi dentro do Morumbi. Saio deixando Cotia, parque social, prédio do estádio, as alamedas, contato com esferas federal e governamental, crescimento e solidez de patrimônio e títulos.
O que você vai ser na gestão do Aidar, se ele realmente ganhar a eleição?Ficamos de dar uma palavra mais à frente para manter a serenidade do processo eleitoral. Mas não há nenhuma definição de que serei isso ou aquilo.
Então é possível que daqui a alguns meses o senhor ocupe um cargo?Sim, dependendo do posto. Não quero estar comprometido com resultados imediatos de futebol. Eu não quero mais isso, não. Outras pessoas têm de tomar conta disso. Já dei minha contribuição.
O Carlos Miguel diz que deseja encontrar um novo Juvenal Juvêncio. Em 1984, ele o convidou para ser diretor de futebol, você nem era do esporte. Ele gostaria de ter uma pessoa nesse perfil. Acha que ele consegue encontrar outro Juvenal?(risos) Devem existir melhores. O regime no São Paulo é presidencialista, de tal sorte que, na eleição da próxima quarta-feira, você não escolhe nem o vice-presidente. É só o presidente. Os outros são cargos de confiança dele. Portanto, o Carlos Miguel, com a competência peculiar que lhe é dada, certamente vai encontrar os caminhos para continuarmos vencendo.
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo (Foto: Diogo Venturelli)
Juvenal atende ligação de conselheiro e faz campanha por Carlos Miguel Aidar 

O Carlos Miguel tem um discurso um pouco mais ousado sobre investimentos, contratações, enquanto você sempre se pautou numa política cautelosa, de privilégio às finanças. Conversam sobre isso?Qual é minha consciência? Deixo o clube sem dívidas. Só do famoso Bingo Pamplona, coisa lá de trás, feita pelo Pimenta, paguei mais de R$ 15 milhões (em 1994, o ex-presidente do São Paulo, José Eduardo Mesquita Pimenta, inaugurou um salão de bingo do clube). Eu precisava pagar. O devedor era o São Paulo, e eu precisava apresentar certidões negativas de débito para não ser descredenciado da Timemania (loteria criada em 2008 pelo governo federal para ajudar os clubes a regularizarem suas dívidas). A Timemania me dá 50, 60, 70 mil reais por mês, que são para pagar aqueles impostos de longa data, que estão inscritos na própria Timemania. Então, para mim é uma beleza. Preciso de certidões negativas para fazer face à Lei do Incentivo ao Esporte. Se tiver débitos, cai e não volta. Hoje não tem. Então, deixo o patrimônio absolutamente melhorado nos centros de treinamento da Barra Funda, Guarapiranga e de Cotia, com um plantel de jovens muito talentosos, que valem muito dinheiro. Deixo funcionando uma máquina que produz atletas.
Acredito que com dois ou três atletas, não mais do que isso, completa-se um time altamente competitivo. Há algumas posições que ainda não se ajustaram definitivamente. Precisa mais. Tenho um problema crônico na lateral direita. Já contratei dez laterais e ainda não apareceu aquela figura
Juvenal Juvêncio
E o time principal, como você acha que deixa?Acredito que com dois ou três atletas, não mais do que isso, completa-se um time altamente competitivo. Há algumas posições que ainda não se ajustaram definitivamente. Precisa mais. Tenho um problema crônico na lateral direita. Já contratei dez laterais e ainda não apareceu aquela figura. Mas, apareceu agora um jovem em quem o Barcelona está muito interessado, chama-se Auro e é convocado para defender a seleção brasileira de sua idade. Preciso de mais um homem de meio-campo, sabe? E na zaga ainda tenho a perspectiva da volta do Breno, que está preso na Alemanha, mas mantendo a forma.
O Muricy quer o Rafael Toloi de volta.Ele quer. É, outro sai... Eu estou acreditando. Tem o Pato, o Ganso, que tem de subir um pouco mais, o Osvaldo, que às vezes tergiversa, mas é um jogador de muita velocidade, dribla bem com a bola dominada, enxerga bem ao cruzar. Falta melhorar a bola final. O Souza está bem, o Rodrigo Caio é excelente. Esse lateral-esquerdo da seleção uruguaia é excelente. Pegador, está presente, acho excelente. Estamos no caminho correto, com duas ou três peças, teremos um time altamente competitivo para esse Campeonato Brasileiro.
O São Paulo contratou muitos jogadores nos últimos anos, e a maioria teve pouco tempo para se firmar no clube. Não acha que a gestão foi ruim nesse sentido, de impaciência com atletas que hoje se destacam em outros clubes?Na verdade, dispensas sempre vão ocorrer. O David Luiz e o Hulk passaram por nossas escolinhas. O homem não é perfeito. Mas são fatos especiais, não corriqueiros ou repetitivos.
Juvenal Juvêncio máscara (Foto: Reprodução/Twitter)Juvenal se surpreende com homenagem de
atletas com máscaras (Foto: Reprodução/Twitter)
Você listou muitos feitos, mas qual foi a sua falha? No que errou, o que faria diferente?Poderia dizer que foi na escolha dos técnicos. Até porque não existe mais um Telê Santana. Achamos essa safra de técnicos do Brasil fragilizada. E aprendi uma coisa fantástica sobre a torcida do São Paulo: ela não aceita o técnico jovem, que está progredindo. Quer técnico de renome, rodado, que tenha sucesso. Você não consegue investir num jovem. Temos o Rogério, uma figura que no fim do ano se afasta, segundo ele tem reiterado... Mas, voltando ao técnico, foi uma frustração. Como eu gostaria de ter tido um Telê, mas nunca consegui. Agora que acertamos o retorno do Muricy, acho que ele começa a ver melhor, sentir melhor. Tiramos alguns jogadores que atrapalhavam. Jogador que não tem perspectiva de jogar não pode estar no mesmo local porque contamina. O astral tem de levantar. Mas uma das nossas crises é a crise de grandes técnicos.
Por que citou o Rogério no meio da resposta? Você o vê como técnico?Já conversei muito com ele, me dou bem com ele. Quando vou contratar um centroavante, falo com ele. Acho que ele vai se aposentar no fim do ano, ficar dois ou três meses na Europa, falando com os Guardiolas da vida para aprender, sentir, e voltar para ser técnico. Ele conhece sistemas, tenho impressão de que pode ser uma boa solução.
Mas ele só poderia ser técnico do São Paulo, não acha?Uma solução como técnico diferenciado. Pode ser de qualquer time, mas traz uma contribuição importante na qualificação deste produto.
Juvenal, se ele for técnico do Corinthians, não sobrevive uma semana.Não, não vive. Em São Paulo, ou é São Paulo ou não é. Mas, certamente, vamos querer experimentá-lo como técnico desde pronto.
É preciso que os clubes não fiquem tão soltos. Acho que o governo deve ter uma vigilância, falei isso para o presidente Lula. Ele tem certa reticência em dizer isso ou aquilo para os clubes, mas acho que teremos de caminhar para isso
Juvenal Juvêncio
Recentemente, o Atlético-MG perdeu para um time do Marrocos. O São Paulo perdeu para o Penapolense, o Palmeiras para o Ituano, o Corinthians nem se classificou no Paulista, o Flamengo e o Botafogo foram eliminados na fase de grupos da Libertadores e o Vasco caiu no Brasileiro, além do Fluminense, que vive esse imbróglio judicial. Esses vexames todos são coincidentes ou o futebol brasileiro vai mal?O futebol brasileiro está começando a descer o morro. Porque ele não pode ser isolado, tem de viver dentro do concerto das nações. As coisas estão acontecendo negativamente. Acredito que estejamos começando uma era que tenho pregado ao longo da última década.
E como evitar que isso aconteça?É muito difícil. Em São Paulo, os quatro grandes poderiam se reunir e falar: “Não podemos fazer o que nós estamos fazendo. Não paga a conta!”. Não adianta querer nacionalizar, faz em São Paulo e depois ecoa pelo Brasil. E acho que uma hora o governo vai ter de intervir. É preciso que os clubes não fiquem tão soltos. Acho que o governo deve ter uma vigilância, falei isso para o presidente Lula. Ele tem certa reticência em dizer isso ou aquilo para os clubes, mas acho que teremos de caminhar para isso.
De todas as suas brigas, qual foi a que lhe exigiu mais? Contra o Ricardo Teixeira, Del Nero, Andrés?Essa coisa do Ricardo Teixeira sempre foi boa porque ele queria lhe matar e você enfrentava. Agora não há riqueza, nem debate, nem candidatos na próxima quarta-feira (na eleição da CBF, marcada para o mesmo dia do pleito no São Paulo). Isso é muito ruim, precisava ter. O esporte devia estar mais esperto, mais vivo, mais forte. Mas não está acontecendo. 
O que o senhor acha de votar em Marco Polo Del Nero para presidente da CBF como seu último ano na presidência?Nós vamos votar. Primeiro porque não há outro candidato. Mas o Marco Polo tem sido outro cavalheiro em relação a nós (em 2008, o presidente da FPF acusou Juvenal de enviar ingressos do show da cantora Madonna, no Morumbi, ao árbitro Wagner Tardelli, que apitaria o jogo decisivo do São Paulo no Brasileirão contra o Goiás). O próprio camarote que eu havia usurpado dele, devolvi, um espaço lá para a Federação. Acabei com essas brigas. E eu também estava entre a cruz e a caldeirinha, porque se houvesse outro candidato, seria o Andrés.
É melhor o Del Nero?O candidato será único e vou fazer um gesto: não tenho mais Copa do Mundo, nada disso, mas queria que olhassem para nossa história e decidissem alguma coisa. Há quantos anos não recebemos nenhum tostão pelo empréstimo de jogadores do São Paulo para a seleção brasileira? Tenho uma contabilidade forte disso, hoje deve estar próximo dos dez milhões de dólares.
Mas eles são obrigados a pagar e não pagam?Eles dizem que o jogador se valoriza, é bom para o jogador, o clube... Há uma discussão se tem ou não.
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo (Foto: Alexandre Lozetti)Juvenal tem quadro da "Taça das Bolinhas" em 
seu escritório (Foto: Alexandre Lozetti)
Há pouco, você disse que deixa o São Paulo sem dívidas. Mas o clube pegou um adiantamento em relação às cotas da televisão. É isso que vai livrar sua gestão de dívidas?Isso ajuda. O São Paulo teve um superávit importante em 2013 (R$ 23,5 milhões). Mas temos um contrato com a Globo que beira os R$ 300 milhões em cinco anos. O problema era o fluxo de caixa. Esse ano não faturamos nada. Eu tinha de pagar o Ganso, o Luis Fabiano. E tem hora que você olha para o caixa e ele está murchando. Nós precisávamos disso e a emissora nos serviu. Foi bom.
Hoje, há sérias divergências entre você e o Marco Aurélio Cunha, líder da oposição. Chateia terminar o mandato num antagonismo tão forte com um homem que foi seu aliado durante décadas e que também foi seu genro?Ele é político, é vereador, não é? Ele antecipou muito o debate sobre o pleito eleitoral, isso faz um mal danado. Queríamos começar isso só em janeiro. Ele, em setembro, já falava muito dessas coisas, sabe? Isso atrapalha a administração. Mas, felizmente, valeu nossa mensagem. Ganhamos  o processo e devemos confirmar isso na próxima quarta-feira. E aí vamos ver como ficam essas idiossincrasias que aconteceram durante o processo eleitoral. Nosso interesse não é deixar nenhuma espada de prontidão. Seria prudente se pudéssemos dizer: “Calma, vamos esperar um pouco, refletir melhor”.
Quantas pessoas no clube sabem qual é sua idade?Que eu tenha falado, nenhum sabe (risos). É uma bobagem minha, mas eu guardo, sabe? Comecei a fazer isso e ficou. As pessoas sabem que não é verdade a idade que falo, mas aceitam folcloricamente.
O que me procuram para escrever minha história de vida é uma barbaridade. Pessoas que não conheço e querem fazer minha biografia. Eu não quero, não
Juvenal Juvêncio
Alguém já publicou sua idade correta?Não, eles aumentam, é uma coisa bárbara. Só aumentam, rapaz, nunca diminuem. Eles querem meu mal (risos). Alguns se aproximam, falam, dizem que parece menos. Eu não confirmo, não, para podermos nos divertir um pouco.
Você sabe que é uma pessoa muito imitada no jeito de falar, de se expressar, no tom de voz?Não tenho muita profundidade nisso, mas o que me procuram para escrever minha história de vida é uma barbaridade. Pessoas que não conheço e querem fazer minha biografia. Eu não quero, não (risos).
Por que não?São coisas que não desejo. Não estou escondendo nada, mas queria ficar mais recatado, fora dos holofotes. O holofote é desgastante.
Ainda haverá holofote no dia da eleição. O que vai fazer depois?Estou planejando ir à fazenda no dia seguinte, ver coisas dos meus projetos. Preciso ver isso um pouco de fora, deixar baixar a poeira para ver se estou enxergando as coisas direito.
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo (Foto: Diogo Venturelli)

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