
Prestes a deixar a presidência do São Paulo após oito anos de mandato, Juvenal Juvêncio alerta: "O futebol está liquidado"
Juvenal Juvêncio deixa o comando do São Paulo nessa semana. Aos 80 anos de idade, o mandatário doTricolor Paulista aproveitou para declarar o seu alívio em não colocar o estádio do Morumbi na Copa do Mundo, já que a sede de São Paulo será a Arena Corinthians.
"A gente não ter sido escolhido como sede foi uma vitória enorme. Eu queria a Copa? Sim. O Morumbi era, por natureza, a melhor casa para receber os jogos. Agora, essa indicação teria de ser feita pelo município, que era o Kassab, e pelo governo do Estado, que era o José Serra", declarou Juvental em entrevista para o jornal Folha de São Paulo.
"O Ricardo Teixeira queria fazer um estádio em São Paulo. Tanto que o discurso era: 'A Copa é particular, não terá governo'. Ele sabia o que estava fazendo, essa falácia. Ele não queria interferência do governo, como não quis nunca receber nada na CBF do governo porque atrás de verbas governamentais, sobretudo de âmbito federal, vêm o Tribunal de Contas da União."
"Mas ele queria fazer isso aí (Arena Corinthians) e havia um grande obstáculo chamado Juvenal Juvêncio. Ele aproveitou e nos tirou da Copa. Em determinado instante, eu habia feito um discurso de receber a Copa no Morumbi, mas eu não tinha apoio"
O presidente aproveitou também para criticar os rumos do futebol brasileiro e alertar para a "falta de educação financeira" das instituições.
"Aqueles que estão na Copa estão arrependidos. Esses clubes que participaram disso não vão pagar essa conta. Eu sei quanto o futebol rende no fim do mês. O futebol está liquidado. O futebol paga o que não pode pagar. Eu pago a metade do que os clubes do Rio de Janeiro pagam. Mesmo assim está errado. O futebol, assim, vai quebrar. Está quebrando na Itália. Tem 36 clubes na Espanha em concordata"
Juvenal alertou para os salários exorbitantes pagos aos principais jogadores brasileiros: "Eu acho que está ruim o cenário, e está piorando. Um jogador não pode ganhar R$ 600 mil por mês", concluiu.
"A gente não ter sido escolhido como sede foi uma vitória enorme. Eu queria a Copa? Sim. O Morumbi era, por natureza, a melhor casa para receber os jogos. Agora, essa indicação teria de ser feita pelo município, que era o Kassab, e pelo governo do Estado, que era o José Serra", declarou Juvental em entrevista para o jornal Folha de São Paulo.
"O Ricardo Teixeira queria fazer um estádio em São Paulo. Tanto que o discurso era: 'A Copa é particular, não terá governo'. Ele sabia o que estava fazendo, essa falácia. Ele não queria interferência do governo, como não quis nunca receber nada na CBF do governo porque atrás de verbas governamentais, sobretudo de âmbito federal, vêm o Tribunal de Contas da União."
"Mas ele queria fazer isso aí (Arena Corinthians) e havia um grande obstáculo chamado Juvenal Juvêncio. Ele aproveitou e nos tirou da Copa. Em determinado instante, eu habia feito um discurso de receber a Copa no Morumbi, mas eu não tinha apoio"
O presidente aproveitou também para criticar os rumos do futebol brasileiro e alertar para a "falta de educação financeira" das instituições.
"Aqueles que estão na Copa estão arrependidos. Esses clubes que participaram disso não vão pagar essa conta. Eu sei quanto o futebol rende no fim do mês. O futebol está liquidado. O futebol paga o que não pode pagar. Eu pago a metade do que os clubes do Rio de Janeiro pagam. Mesmo assim está errado. O futebol, assim, vai quebrar. Está quebrando na Itália. Tem 36 clubes na Espanha em concordata"
Juvenal alertou para os salários exorbitantes pagos aos principais jogadores brasileiros: "Eu acho que está ruim o cenário, e está piorando. Um jogador não pode ganhar R$ 600 mil por mês", concluiu.
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