domingo, 13 de abril de 2014

Ituano não tem craques, outros pequenos finalistas sim; relembre os nomes.

Evair Neto Comemoram Gol Guarani Corinthians Final Campeonato Paulista 1988 24/07/1988
Craques Evair e Neto comemoram gol do Guarani na final de 88, contra o Corinthians
Vágner; Dick, Alemão, Anderson Salles e Dener; Josa, Paulinho (Marcelinho), Jackson Caucaia e Cristian (Claudinho); Rafael Silva (Gercimar) e Esquerdinha.
Com essa escalação, o Ituano venceu o Santos por 1 a 0, no último domingo, e abriu vantagem na briga pelo título do Campeonato Paulista de 2014. Um time arrumado, formado por "operários", onde não se destaca nenhum jogador acima da média. Algo muito diferente de outros times menores que já chegaram à final do Paulistão, que muitas vezes tinham atletas até mesmo de nível de seleção brasileira. 

O primeiro exemplo é o XV de Piracicaba que decidiu o Estadual de 1976 contra o Palmeiras. Em um Palestra Itália lotado por 40.283 torcedores (até hoje o maior público do estádio), o time alviverde suou para bater a equipe alvinegra por 1 a 0, com gol de Jorge Mendonça, para ser campeão antecipado daquele ano.
O grande destaque daquele XV era o meia Nardela, que foi um dos nomes do Paulistão naquele ano, conduzindo a excelente campanha do time de Piracicaba. Depois, ele ainda jogaria no Joinville, fazendo 130 gols em 680 jogos e ficando mais de 20 anos na posição de maior artilheiro do clube catarinense - em 2013, ele foi ultrapassado pelo atacante Lima.
Gazeta Press
Carlos Oscar Ponte Preta Corinthians Final Campeonato Paulista 1977 05/10/1977
Carlos e Oscar: grandes craques da Ponte Preta
No ano seguinte, em 1977, foi a vez da Ponte Preta chegar à final do Estadual com uma equipe histórica. Nomes como Oscar, Polozzi, Dicá e Rui Rei levaram os campineiros até a decisão contra o Corinthians, na qual acabaram derrotados por 1 a 0 no jogo desempate, aquele do famoso gol de Basílio, que acabou com o jejum de 23 anos sem título do clube do Parque São Jorge.
Essa mesma espinha dorsal, reforçada depois pelo goleiro Carlos, que jogou na seleção brasileira, ainda levaria a Ponte às decisões dos Paulistas de 1979 e 1981. O time do interior, porém, perdeu as duas, para Corinthians e São Paulo, respectivamente.
Em 1986, a surpreendente Inter de Limeira surpreendeu o Estado e conquistou o Paulistão em cima do Palmeiras. O clube alvinegro, que hoje milita na Série A-3, emplacou nada menos que sete jogadores no time ideal do torneio naquele ano: Silas, Juarez, João Luis, Gilberto Costa, João Batista, Tato e Kita. Quem comandou o time foi o ex-atacante Pepe, lenda do Santos.
Já em 1988, foi a vez de outro time de Campinas, o Guarani, alcançar a decisão do Estadual. Com um verdadeiro esquadão, que tinha Ricardo Rocha, Paulo Isidoro, Marco Antônio Boiadeiro, Neto, Evair e Careca, o "Bugre" fez excelente campanha, mas não resistiu e foi derrotado pelo também forte time do Corinthians na final, na prorrogação, com gol de Viola.
No ano seguinte, o São Paulo encarou na final outro time que surpreendeu: o São José, que tinha em suas fileiras o atacante Donizete "Pantera", então com 21 anos, e os zagueiros André Luiz e Juninho Fonseca, ambos com passagem pela seleção brasileira.
Os "caipiras" ainda dominariam a final de 1990, disputada entre Bragantino e Novorizontino. O clube de Bragança Paulista, comandado por Vanderlei Luxemburgo (então Wanderley) tinha em seu elenco o volante Mauro Silva, que seria tetracampeão do mundo com a seleção brasileira na Copa de 1994 anos depois, além do lateral Gil Baiano. Já a equipe de Novo Horizonte possuia entre seus nomes mais conhecidos o zagueiro Márcio Santos e o ala esquerdo Luís Carlos Goiano, além do técnico Nelsinho Baptista.
Getty
O ex-volante Mauro Silva em evento
Mauro Silva, craque do Bragantino em 90
Em 2001, foi a vez do Botafogo de Ribeirão Preto chegar à decisão do Campeonato Paulista. O time tricolor tinha em sua espinha dorsal o goleiro Doni, o lateral esquerdo Jadílson e o trio de ataque formado por Leandro, Robert e Luciano Ratinho - todos iriam jogar em grandes clubes do país na sequência da carreira. Na final, porém, deu Corinthians.
Um pequeno voltaria a ser campeão só em 2004, quando o São Caetano conquistou o título em cima de outro time de fora da capital: o Paulista de Jundiaí. Aquela equipe do "Azulão", comandada por Muricy Ramalho, tinha no plantel nomes como os zagueiros Dininho e Serginho, os volantes Mineiro e Marcelo Mattos, os meias Marcinho e Lúcio Flávio, os laterais Gilberto e Triguinho, e os atacantes Euller, Warley e Fabrício Carvalho. No Paulista, que seria campeão da Copa do Brasil no ano seguinte, os destaques eram o meia Canindé e o atacante Márcio Mossoró.
Em 2008, a Ponte Preta voltou a alcançar a finalíssima do Estadual, já sem tantos craques. O principal nome era o goleiro Aranha, hoje no Santos, que nada pode fazer contra o Palmeiras, campeão daquele ano. O rival Guarani também jogou mais uma decisão, em 2012, embalado pela boa fase do meia Fumagalli e do atacante Bruno Mendes, mas perdeu para o Santos.
Quem ficou mais perto de conquistar o título paulista foi o Santo André, em 2010, que deu um verdadeiro sufoco no Santos de Neymar, Ganso e Robinho. Entre os melhores nomes do time do ABC, estavam o meia Bruno César, hoje no Palmeiras, o lateral Cicinho, do Sevilla, e o atacante Nunes, famoso pelos gols e pelas polêmicas.

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