Quando a bola rolar para Atlético de Madri e Chelsea, pela ida das semifinais da Uefa Champions League, Luiz Felipe Scolari estará de olho. Poderia estar observando Miranda, Filipe Luís, Diego ou até Diego Costa. Mas deve ficar mesmo atento aos passos de David Luiz, Ramires, Willian e Oscar. Para a seleção brasileira, o jogo no Vicente Calderón é entre renegados e escolhidos.
O time da casa, sensação da temporada e ainda sem saber o que é perder na Champions, tem em seus brasileiro nomes para posições que ainda preocupam Felipão. Na zaga, Miranda já foi convocado, mas não se firmou; na lateral, Filipe Luís foi campeão da Copa das Confederações, mas perdeu espaço; no meio, Diego nunca foi chamado; e, no ataque, Diego Costa se tornou um caso à parte.
O centroavante é o destaque da campanha do Atlético, ainda que tenha sido desfalque nas quartas de final. Recuperado de lesão, porém, Diego volta com a fome de quem já marcou 35 gols na temporada. Fome que chamou a atenção do Chelsea, atento a uma possível transferência, mas que não convenceu Felipão - que viu o camisa 9 optar pela naturalização espanhola.
Já no Chelsea, a história é diferente. É difícil imaginar que alguém do quarteto brasileiro comandado por José Mourinho ficará de fora da Copa do Mundo. Talvez, o meia Willian seja o único que ainda não tenha carimbado sua vaga ao Mundial, mas tem sido nome recorrente nas últimas convocações de Felipão e tem agradado dentro de campo.
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Clubes mais parecidos do que você imagina -Nas casas de apostas, Atlético x Chelsea é um confronto sem favoritos. Mas, a igualdade entre os dois postulantes a uma vaga na decisão não se restringe apenas às cotações. Dentro de campo, com as sólidas defesas armadas por Simeone e Mourinho, e fora, com as polêmicas envolvendo seus dirigentes, os dois clubes são espelhos.
Na coletiva de imprensa, Diego Simeone teve que responder sobre as semelhanças de seu Atlético com o Chelsea. A pergunta não foi por acaso: os dois times tem as melhores defesas dos campeonatos inglês e espanhol e apresentam estilo de jogo intenso, com muita marcação, mas também disposição para atacar - os colchoneros, por exemplo, tem ataque melhor que o Barça.
Nos bastidores, as semelhanças são mais sutis, mas também existem, na origem do dinheiro que abastece os dois clubes. No Chelsea, o homem que assina o cheque é conhecido. O russo Roman Abramovich é uma estrela em Stamford Bridge, mas, em seu país, tem seu nome cercado por fraudes, suborno e chantagens. Já foi preso, admitiu irregularidades e fez dos Blues uma máquina.
Mas também há sujeira debaixo do tapete do Atlético. O patrocinador do clube, com marca estampada no espaço nobre da camisa alvirrubra, não é nenhuma empresa, mas um país: o Azerbaijão. A ex-república soviética é presidida pela mesma família há quatro décadas, em governo que convive com altos índices de corrupção e inúmeras denúncias de perseguição a opositores.
Defensor do presidente azerbaijão Ilham Aliyev na Espanha, Enrique Cerezo Torres, chefão do Atlético, também tem suas polêmicas. O dirigente está no comando há 11 anos, desde que se afastou Jesús Gil y Gil, morto em 2004, quando já corriam contra ele dezenas de processos de corrupção, a maioria relacionados com fraude imobiliária, e mentor político de Torres no clube.

Simeone e Torres juntos com a camisa do Atlético em 2004
Reencontro - Outro elemento da semifinal é o reencontro de Fernando Torres com o Atlético de Madri. O atacante, hoje no Chelsea, construiu sua história no futebol no Vicente Calderón, atuando inclusive ao lado de Simeone. Nas coletivas, Mourinho admitiu que o espanhol é um grande torcedor colchonero, enquanto o argentino pediu recepção de ídolo para o ‘Niño'.




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