quarta-feira, 9 de abril de 2014

ELIMINADOO: FLAMENGO DA VEXAME E CAI FORA DA LIBERTADORES COM MARACANÃ LOTADO.


O Flamengo está eliminado da Taça Libertadores. O León avança com a vitória no Maracanã. É a segunda Libertadores seguida que o time rubro-negro cai na fase de grupos. Em 2012 a equipe teve o mesmo resultado. 


Não deu. A batalha teve luta de sobra, suor e até sangue - de Alecsandro em dividida cabeça com cabeça com Samir. Não foi o suficiente. O León repetiu o feito que ficou famoso no México e, seis anos depois do América-MEX de Cabañas, atualizou a versão do "Maracanazo" com a vitória por 3 a 2. Arizala e Boselli, que também marcaram gols no primeiro duelo entre as equipes, e Peña construíram o placar. André Santos e Alecsandro descontaram para os rubro-negros, que aos gritos de "vergonha" de 53.230 pagantes (60.451 presentes), deixam a Libertadores pela quarta vez na história sem passar pela fase de grupos. Em jogo nervoso, com renda de R$ 3.091.047,50, a classificação para as oitavas ficou com os visitantes, que agora vão esperar o complemento da rodada desta quinta-feira para ter a definição de seu adversário.
Para salvar o semestre, o Fla agora se volta para o Carioca. volta a campo para mais uma partida decisiva neste domingo, às 16h (de Brasília), pela final do Campeonato Carioca contra o Vasco, no Maracanã. Dono da melhor campanha, o Rubro-Negro joga pelo empate para garantir o título estadual pela 33ª vez em sua história.
Vilão, heróis e quatro gols em 13 minutos
Era jogo nervoso. Passes errados, torcida inquieta, broncas da área técnica. Jayme de Almeida dava gritos da beira do campo com a marcação. Gustavo Matosas também estava agitado. Tirou até a jaqueta. Cobrava velocidade a todo instante nos contra-ataques. A tática do treinador, que surpreendeu ao escalar Arizala para jogar na velocidade em cima de André Santos, deu resultado. Só que pelo alto. Numa falta boba feita por Alecsandro, perdido no campo de defesa, o atacante do León ganhou de André Santos e de cabeça fez 1 a 0 com 21 minutos de jogo. Já a aposta de Jayme não deu certo.
De volta ao time após se recuperar de lesão, Elano ficou só 12 minutos em campo, sentiu um problema muscular e deu lugar a Gabriel. O nervosismo era nítido no lado rubro-negro, e Paulinho chegou a se estranhar com seu marcador. Do lado mexicano, não. Jogando pelo empate, o time segurava a bola com troca de passes na defesa e debaixo de muitas vaias. Contra uma povoada defesa, era preciso uma jogada individual, como a de Paulinho que passou por dois e serviu para André Santos chutar sobre os defensores na entrada da área. Mas a resposta só aconteceu na bola parada, assim como o gol do León.
Léo Moura levantou na área, e André Santos foi de vilão a herói: usou a cabeça e empatou após saída errada de Yarbrough, aos 29. Só que quem disse que dava para comemorar? Um minuto depois, após cruzamento de Hernández, Boselli subiu entre Samir e Andre Santos e colocou os mexicanos de novo na frente. Não demorou para um novo cruzamento, desta vez por baixo de Everton, encontrar Alecsandro na área. O atacante, que precisou levar três pontos na cabeça por dividida com Samir, pegou de primeira e, mesmo desengonçado, conseguiu mandar a bola no cantinho para empatar de novo. Foram quatro gols em 13 minutos. E o primeiro tempo terminou com um Fla cauteloso entre atacar e resguardar a defesa, exposta aos perigosos contra-ataques.
Fla vira vítima da ansiedade e é eliminado
Jayme preferiu não mexer, deu confiança para a equipe voltar pressionando na etapa final. E Yarbrough, logo aos três minutos, evitou a virada do Fla numa cabeçada à queima-roupa de Gabriel. Paulinho, pouco depois, fez jogada individual e bateu colocado, da entrada da área, tirando tinta da trave. Mas os mexicanos seguiam perigosos. Num passe errado de Everton, Arizala ganhou na velocidade de Amaral, invadiu a área e só não finalizou porque Samir, mais uma vez, salvou os rubro-negros. Felipe também quase complicou ao espalmar para frente um chute d elonge de Montes e dar de presente para Boselli cabecear fraco.
O Fôlego de André Santos acabou, e Jayme foi obrigado a mudar de novo por necessidade. Foi na onda da torcida, que pedia Negueba, e colocou mais um atacante em campo, deslocando Everton para a lateral esquerda. Mas a verdade é que os mexicanos estiveram mais próximos do terceiro gol do que o Flamengo. Aos 23, Felipe defendeu uma pancada de Boselli e manteve os rubro-negros no jogo. Só que a única forma encontrada de chegar à área adversária foi nos chuveirinhos. Todos cortados pela zaga visitante. Sobrava correria sem organização. Sem um meia no banco de reservas, a cartada final de Jayme foi outro atacante, Nixon. Em vão.
O golpe final mexicano começou quando Matosas sacouum exausto Arizala para a entrada de Delgado. Deu mais velocidade com sangue novo. E aos 38, Peña pegou a sobre de um chute cruzado na área e fez o gol da vitória do León. O silêncio tomou o Maracanã até os gritos de "vergonha" da torcida, que sufocou os de "olé" dos poucos visitantes presentes ao estádio.

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