Bach anunciou medidas para resolver atrasos nas obras do Rio 2016 (Foto: Site Oficial do COI)
Após as críticas das federações internacionais, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tomou uma atitude para solucionar os problemas de atrasos nas obras para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, anunciou um plano de apoio na organização do evento junto ao Comitê Rio 2016. O COI, através de seu porta-voz Mark Adams, nega que tenha sido uma intervenção. Para a entidade, trata-se de uma oferta de experiência e apoio adicional.
- Acreditamos que o Rio pode e irá entregar Jogos excelentes se ações apropriadas forem tomadas agora. As medidas aprovadas hoje têm por objetivo apoiar os organizadores locais, colocando à disposição a experiência de organizadores anteriores dos Jogos Olímpicos e aqueles com experiência sobre como os diferentes níveis de governo podem trabalhar juntos em cooperação perfeita. Estamos liderando pelo exemplo, como facilitadores e parceiros - disse Bach, que tem sido muito pressionado pela Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Verão, em assembleia na cidade de Belek, na Turquia.
Dentre as medidas do COI, a primeira será o envio ao Rio de Janeiro, na próxima semana, de um interventor para resolver os problemas de cronograma. O encarregado será o dirigente do COI Gilbert Felli, que também irá à sede dos Jogos de 2016 regularmente para controlar a situação. Ele tem reunião agendada para esta segunda-feira com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
Além disso, três grupos de trabalho serão formados para analisar as questões de atrasos no cronograma e ajudar os organizadores locais a solucionar tais problemas. Bach também irá contratar uma consultoria independente para avaliar diariamente o andamento das obras, uma medida inédita.
O presidente do COI destacou que o plano de intervenção não é uma medida unilateral e foi acordado com o Comitê Rio 2016.
O COI já havia afirmado que o plano B para as Olimpíadas não é deixar o Rio de Janeiro, como sugeriu a Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Verão. No entanto, Thomas Bach se esquivou da questão nesta quinta-feira e evitou descartar a possibilidade de os Jogos terem outra sede em 2016.
- O que posso dizer categoricamente é que nós faremos tudo possível para que esses Jogos sejam um sucesso - disse Bac
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