
Foi um clássico equilibrado. Empurrado pela torcida em um jogo apenas com torcedores atleticanos, mas desfalcado de Ronaldinho Gaúcho, com dores no pé esquerdo, o time de Paulo Autuori teve um pouco mais de posse (53% a 47%) e presença ofensiva levemente superior. Perdeu uma chance incrível com Marion no primeiro tempo e outra com Diego Tardelli no segundo. Mas o Cruzeiro também soube ser agressivo. Os dois times estiveram em vias de vencer a partida.
Só faltou o gol
É uma pequena injustiça do futebol não terem saído gols no primeiro tempo do clássico. Atlético e Cruzeiro fizeram uma etapa vibrante, combativa e, acima de tudo, de exuberância técnica. Destaque para Diego Tardelli, que emulou a plasticidade de Ronaldinho Gaúcho e esparramou seu talento pelo gramado do Independência - especialmente em duas sequências de dribles pelo lado direito, com janelinhas e chapéus. A Raposa respondeu com jogadas envolventes de seus protagonistas ofensivos - Everton Ribeiro, Willian e Júlio Baptista.
O Galo começou melhor. Bem melhor. Foi mais agudo, soube usar melhor os lados, esteve mais vivo, mais presente. Mas faltou encaixar uma jogada que assustasse o Cruzeiro. Chute de Guilherme foi bem defendido por Fábio aos 17 minutos, mas a maior oportunidade atleticana surgiu depois, aos 28, quando Marion recebeu livre na área e perdeu gol feito. Ele tentou tocar por cima do goleiro rival, só que errou feio: deu um chute insignificante na bola.
E o Atlético quase pagou caro por isso. A partir desse lance, o Cruzeiro cresceu na parada. Willian esteve em vias de marcar. Tabelou bonito com Júlio Baptista e buscou o canto do gol defendido por Victor, mas errou por centímetros. A bola morreu no lado externo da rede. Depois, foi a vez de Ricardo Goulart desperdiçar um gol. Ele pegou a sobra de dividida pelo alto entre Júlio Baptista e Victor e mandou para fora.
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